A espécie de árvore mais alta do mundo tem um pé posto num jardim universitário de quatro hectares no Porto, e já é um dos maiores exemplares da cidade. Esta sequoia-vermelha, natural de uma faixa estreita de nevoeiro ao longo da costa da Califórnia e do sul do Oregón, onde as árvores selvagens adultas passam dos 100 metros, está muito longe dessa escala aqui, mas a própria descrição do Jardim Botânico do Porto inclui-a entre as maiores sequoias documentadas na cidade. As sequoias-vermelhas chegaram às colecções botânicas europeias em meados do século XIX, décadas depois da primeira descrição científica, e os jardins da Grã-Bretanha, da França e da Península Ibérica plantaram-nas como prova viva das árvores mais extremas do Novo Mundo, sem ideia nenhuma de como se comportariam num clima tão diferente do nevoeiro estival da Califórnia. Esta prosperou o suficiente para a copa ser hoje um marco dentro do horizonte do jardim, visível acima da colecção de coníferas à volta a partir de quase todos os acessos. A espécie consegue reproduzir-se por rebentos de cepo além de por semente, o que significa que uma sequoia-vermelha abatida volta a crescer da própria base, característica que quase nenhuma outra conífera partilha. O exemplar do Porto ainda não precisou de tal resistência. Limitou-se a crescer, com constância, desde o ano em que alguém plantou uma plântula californiana em solo português e esperou pelo melhor.
Jardim Botânico do Porto, Rua do Campo Alegre 1191, 4150 Porto
Livre, jardim público, aberto todos os dias
10 min a pé da estação de metro da Casa da Música (Linha D)
Fontes
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