O Cedro-do-atlas do Jardim Botânico
PortoLordelo do Ouro
Localização aproximada.
Das três espécies de cedro que crescem nesta colecção, o cedro-do-atlas é aquela que um autor local de jardinagem apontou como a mais bonita, um elogio invulgarmente directo para se oferecer a um exemplar concreto em vez de a uma espécie inteira. Este Cedrus atlantica cresce na colecção de coníferas do Jardim Botânico do Porto, natural das montanhas do Atlas, em Marrocos e na Argélia, cordilheira que não partilha com nenhum dos seus parentes mais famosos, o cedro-do-líbano e o cedro-do-himalaia, ambos plantados ali perto no mesmo jardim. As três espécies parecem-se o suficiente à distância, distinguindo-se sobretudo pelo ângulo dos ramos e pela cor das agulhas, para que separá-las exija chegar perto e comparar directamente casca e forma das pinhas, um pequeno enigma de identificação que a disposição do jardim parece convidar ao plantar as três tão próximas. Os cedros-do-atlas chegaram aos jardins europeus nos anos 40 do século XIX, depois dos cedros-do-líbano e antes da espécie himalaia, parte de uma sequência de introduções que permitiu aos botânicos oitocentistas comparar três árvores ecologicamente semelhantes, vindas de três cordilheiras sem ligação entre si, no espaço de uma tarde de passeio. Não apareceu idade nem medição individual para esta árvore, para além do estatuto de exemplar adulto e bem formado. A reputação dela aqui assenta inteiramente no aspecto, que, por tudo o que se recolheu, é exactamente o objectivo.
Jardim Botânico do Porto, Rua do Campo Alegre 1191, 4150 Porto
Livre, jardim público, aberto todos os dias
10 min a pé da estação de metro da Casa da Música (Linha D)
Fontes
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