Quase tudo o que se vê aqui é mais novo do que aquilo que cresce por baixo. As obras do Paço dos Duques começaram em 1420, para D. Afonso, filho ilegítimo do rei D. João I e pouco depois primeiro duque de Bragança, e nunca chegaram ao fim. O palácio caiu em ruína depois de 1616, quando a própria Guimarães foi entregue a um nobre espanhol, e no século XIX o que restava servia de quartel de infantaria. O edifício que os turistas hoje fotografam, com os telhados íngremes de ardósia e as galerias de madeira, é em grande parte uma reconstrução de 1937 a 1959: o Estado Novo acrescentou dois pisos inteiros à ala da frente e um terceiro às laterais, e fez de uma carcaça o monumento nacional que queria dar a Guimarães, a cidade que se diz berço de Portugal. Estes dois plátanos, no declive relvado abaixo das muralhas, são décadas mais velhos do que essa obra. Medidos com 150 anos em 2011, já tinham troncos grossos quando subiram os andaimes. O maior, com quatro metros e meio de perímetro, chega aos vinte e nove metros de altura; o companheiro, a poucos passos, é um número abaixo, com vinte e dois. Ponha-se entre os dois e olhe para o palácio: as árvores são a única parte da vista que ninguém teve de reconstruir.
Jardins do Paco dos Duques de Braganca, Rua Conde D. Henrique, 4800-440 Guimaraes
Gratuito, no relvado exterior abaixo das muralhas do palácio, fora da entrada paga do museu
No centro histórico, a pé
Fontes
De onde vêm os dados desta página.
- No registo oficial: Arvoredo de Interesse Público (ICNF), no. KNJ1/606
- si.icnf.pt
- cm-guimaraes.pt
- sol.sapo.pt