Qual é a árvore mais antiga de Rio de Janeiro?
A árvore mais antiga do Rio de Janeiro é provavelmente Maria Gorda, o baobá que fica na orla da ilha de Paquetá, embora sua idade seja de fato disputada. Um relato diz que foi plantada em 1627 por colonizadores que trouxeram a semente da savana africana, o que a deixaria perto dos quatrocentos anos; outro diz que um baobá chegou de Manaus em 1907 e recebeu o nome nessa época. Seu tronco mede dez metros de circunferência, e só se chega até ela de barca a partir da Praça XV, cerca de uma hora de viagem.
Quase nada no Rio foi datado com precisão, por isso essa resposta vem como uma faixa de anos e não como um número fechado. As duas histórias concorrentes sobre a origem de Maria Gorda estão separadas por quase três séculos, e nenhuma delas tem um documento publicado por trás. As candidatas seguintes não se comportam melhor. A figueira da Rua Faro, que em 1980 se tornou a primeira árvore que a cidade jamais tombou, é chamada de mais de 200 anos por um relato do próprio resgate e de mais de 350 pela associação de moradores fundada para salvá-la. A árvore-do-imperador do Campo de Santana foi plantada pelo paisagista francês Auguste François Glaziou, contratado para criar aquele parque em 1871, mas nenhuma fonte afirma o ano em que este exemplar específico foi plantado, por isso ela é dada como uma faixa de 140 a 160 anos em vez de contada a partir da data de fundação do parque. As duas gigantes dentro do Jardim Botânico não têm idade publicada alguma, só alturas. O que o Rio tem no lugar de árvores datadas são árvores protegidas, algumas delas desde 1967.
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