Quase toda a gente imagina uma camélia como um arbusto num vaso. Estas duas têm seis metros e meio de altura e copas de dez metros de diâmetro, e o Estado tem-nas sob protecção desde 1992. Estão a poucos metros uma da outra no largo em frente à Igreja de São Veríssimo de Paranhos, uma igreja paroquial em funcionamento com o largo aberto, por isso não há portões nem horários. Os troncos são modestos, 1,15 e 1,25 metros de perímetro, porque uma camélia põe o crescimento numa massa densa de ramos em vez de num só caule. Do outro lado do largo o par lê-se como uma única parede verde com uma igreja atrás. O Porto vive das camélias desde o século XIX, quando as variedades entraram pelo porto e os jardins da cidade se encheram delas. O registo anotou estas duas com 200 anos quando as mediu em 2006, o que as põe perto dos 220 agora. Se isso se confirmar, já cá cresciam antes de a moda chegar. Para além do próprio registo, ninguém escreveu sobre elas. Nenhum artigo, nenhuma história local, nenhuma fotografia que lhes dê o nome. Para uma cidade que se chama cidade das camélias é uma falha estranha, e vale a pena dizer com clareza que a idade e a espécie assentam aqui apenas no registo do Estado.
Largo da Igreja de Paranhos, in front of the Igreja de São Veríssimo de Paranhos, Porto
Livre, largo público da igreja, aberto a todas as horas
Em Paranhos, junto ao campus da Faculdade de Ciências; servido pela Linha D do metro do Porto e pelos autocarros da zona dos Combatentes
Fontes
De onde vêm os dados desta página.
- No registo oficial: ICNF, Arvoredo de Interesse Publico
- ICNF, Arvoredo de Interesse Publico (Portugal's national register of trees of public interest) (processos KNJ1/221 and KNJ1/222, classified D.R. n.…

