Seis metros e meio de perímetro e vinte e seis de altura fazem desta a maior árvore de um jardim que ocupa um quarteirão inteiro, e há quatro anos que está no centro de uma discussão sobre um metro. Lisboa está a construir uma estação por baixo de Campo de Ourique. O estaleiro come uma fatia do jardim, os moradores formaram um movimento para o travar e, em 2024, ataram fitas de cor aos ramos: preta para árvore a abater, vermelha para risco elevado de morrer, amarela para em risco. A resposta pública da empresa do metro foi um raio de vinte metros à volta das três árvores classificadas do jardim, sem obras lá dentro e com verificações continuadas do estado delas, e o abate de seis lódãos não classificados, quatro dos quais replantados nos mesmos buracos. A árvore traz ainda uma pequena disputa taxonómica. O registo nacional dá-a como Taxodium mucronatum, o cipreste-mexicano das margens de rio do México, a espécie que produziu o tronco mais largo alguma vez medido numa árvore. A junta de freguesia e a enciclopédia portuguesa chamam-lhe antes cipreste-calvo. Ninguém publicou uma resolução. O jardim foi o campo de parada do quartel de Campo de Ourique, que é a razão de ninguém lhe chamar pelo nome do presidente.
Jardim Teófilo Braga (Jardim da Parada), Rua Coelho da Rocha, 1350-075 Lisboa
Livre, jardim público. Um estaleiro do metro ocupa parte do quarteirão pelo menos até ao fim de 2026 e os caminhos desviam-se à volta dele; as árvores classificadas ficam dentro de um raio protegido, longe das obras
Eléctrico 25E ou 28E até Campo de Ourique, depois cerca de 5 min a pé
Fontes
De onde vêm os dados desta página.
- No registo oficial: Arvoredo de Interesse Público (ICNF), no. AIP11065946I
- si.icnf.pt
- pt.wikipedia.org
- metrolisboa.pt
- poligrafo.sapo.pt

