Este dragoeiro é mais do dobro de largo do que de alto: 6,2 metros de altura debaixo de uma copa de quase 14 metros, num tronco de 4,75 metros de perímetro. O Dracaena draco cresce assim de propósito. Levanta um caule, floresce, bifurca-se, e outra vez, até um exemplar velho parecer um guarda-chuva feito de guarda-chuvas. Ninguém o consegue datar como deve ser. Os dragoeiros não depositam anéis anuais, por isso todas as idades publicadas para um deles são deduzidas da ramificação ou de registos. O registo anotou 200 anos quando o mediu em 2010, o que lhe dá uns 215 agora, e é mais ou menos toda a precisão que esta espécie permite. Cresce na Quinta Conde dos Arcos, uma propriedade privada que a câmara de Lisboa expropriou em 1940 e mais tarde abriu como parque de nove hectares nos Olivais. O antigo palácio alberga a escola de jardinagem municipal. A junta de freguesia identifica este dragoeiro como a única árvore de interesse público entre as 28 espécies que ali crescem, e faz visitas guiadas gratuitas em datas marcadas ao longo do ano. A seiva corre vermelha onde a casca é cortada, que é de onde vem o nome. O sangue-de-drago saía das Canárias e da Madeira como tinta e como remédio há séculos, muito antes de alguém se lembrar de plantar um destes em Lisboa.
Parque Urbano da Quinta Conde dos Arcos, Alameda D. Afonso Henriques area, Olivais, Lisboa
Livre, parque urbano público (três portões, abertos aproximadamente das 6:30 às 20:00 ou 22:00 consoante a época)
Nos Olivais; as estações de metro mais próximas são Encarnação ou Bela Vista (Linha Vermelha), a uns 15 a 20 minutos a pé
Fontes
De onde vêm os dados desta página.
- No registo oficial: Arvoredo de Interesse Público (ICNF), no. KNJ1/323
- ICNF, Arvoredo de Interesse Publico (CC BY 4.0), processo KNJ1/323
- olivais.pt
- lisboa.pt