Esta árvore é a razão por que um cipreste mexicano tem o nome de Portugal. Quando Philip Miller descreveu a espécie, em 1768, trabalhava com exemplares que cresciam no Buçaco, e por isso chamou-lhe Cupressus lusitanica; os portugueses retribuíram chamando-lhe cedro-do-buçaco. Os dois nomes erram duas vezes. É um cipreste e não um cedro, e vem das montanhas do México e da América Central, trazido pelos carmelitas que cercaram esta encosta em 1628. A placa ao pé da árvore diz que foi plantada entre 1628 e 1650, o que lhe dá cerca de 380 anos e faz dela a árvore mais antiga da mata. Já não tem o aspeto disso, e convém sabê-lo antes de descer até lá. O ciclone Gong atingiu o Buçaco em janeiro de 2013, destruiu cerca de 40 por cento da mata e levou-lhe o topo: media 32,9 metros antes da tempestade e 14 metros depois. O que resta é um tronco com cinco metros e meio de perímetro, rachado e prateado, dentro de um gradeamento de ferro trabalhado, ainda com verde a brotar dos destroços lá em cima. Dois papas chegaram a ameaçar de excomunhão quem danificasse uma árvore aqui. Esta levou o golpe do tempo.
Adro da Ermida de Sao Jose, Mata Nacional do Bucaco, 3050-261 Luso
Gratuito a pé. Os carros pagam 5 euros à entrada da mata
Cerca de 500 m a sul do Largo do Mosteiro, no caminho da Via Sacra
Fontes
De onde vêm os dados desta página.
- No registo oficial: Arvoredo de Interesse Público (ICNF), no. AIP01110430I
- si.icnf.pt
- commons.wikimedia.org
- biodiversidade.com.pt
- publico.pt
- fmb.pt